Equipamentos de identificação por radiofrequência (RFID), estante com livros doados pelo ‘Coletivo Retomadas Epistemológicas’ sobre ‘escrevivência’, e um ‘espaço nostalgia’, com objetos antigos da Faculdade, são algumas das novidades

Logo na entrada da Biblioteca da Fafich, os visitantes passam por um portal de segurança com a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), que emite som e luz quando alguém tenta sair do local sem passar antes pelo setor de empréstimo. Esses e outros equipamentos adquiridos pela diretoria da Fafich foram recentemente instalados e as obras do acervo também estão recebendo etiquetas com a nova tecnologia, que otimizarão o tempo de realização do inventário anual.
“Essa aquisição representa um avanço na segurança patrimonial e também mais agilidade no inventário, que poderá ser realizado em um dia, ao invés de em um mês inteiro. Também facilita a localização de livros disponíveis no acervo, mas que, por algum motivo, não estão na ordem correta na estante. É uma tecnologia que traz benefícios tanto para os bibliotecários, quanto para os frequentadores do nosso espaço”, afirma Vilma Carvalho, coordenadora da Biblioteca da Fafich.
Espaços interativos

Tradição e modernidade estão lado a lado na Biblioteca da Fafich. Ao passar pelo portal de segurança da entrada e virar à esquerda, os frequentadores poderão apreciar, no ‘Espaço Nostalgia’, objetos antigos como uma máquina de escrever e um toca-fitas que estavam guardados em um depósito da unidade. E nas gavetas do móvel antigo onde estão expostos, mensagens deixadas pelo bibliotecário Guilherme Leroy convidam os usuários a opinarem sobre diversos assuntos ligados aos serviços prestados pela biblioteca.
“As pessoas que participam da dinâmica ganham brindes, como marcadores de livros, e nós coletamos as informações recebidas na intenção de trazer melhorias para o atendimento aos usuários”, explica Guilherme.
Há ainda, próximo ao balcão de empréstimo, um ‘cantinho’ lúdico com diversos jogos para uso local. E no segundo andar, o ‘Espaço entre pausas e palavras’ disponibiliza palavras cruzadas como uma forma de respiro em meio aos estudos.
“Em breve, faremos também uma exposição de cordéis. A ideia é sempre propor novas atividades interativas para despertar a curiosidade e manter um contato mais próximo com os usuários da biblioteca”, conta Guilherme.
Obras sobre ‘escrevivência’ em destaque

Ao lado do Auditório Bicalho e da Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), uma pintura homenageia Conceição Evaristo, escritora mineira de referência na literatura brasileira e primeira mulher negra a receber o título Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais. No final de 2024, o ‘Coletivo Retomadas Epistemológicas’ – grupo acadêmico e de estudos que promove formação, leituras e debates centrados na obra da escritora mineira e na literatura afro-brasileira – doou oito títulos para a Biblioteca.
Os livros doados pelo coletivo compõem agora um acervo sobre escrevivência, uma metologia de pesquisa e escrita criada por Conceição Evaristo que entrelaça vivências, memórias, ancestralidade e coletividade, especialmente de mulheres negras, para produzir conhecimento com viés antirracista, valorizando a oralidade e as vozes silenciadas. A escrita proposta por essa metodologia reflete as experiências de opressão e resistência. A dor e o saber dos corpos são traduzidos em textos com o intuito de gerar transformação social e política. Algumas dessas obras estão expostas em estante com destaques do acervo.
Fonte: Biblioteca Universitária da UFMG










