Biblioteca da Fafich recebe novos equipamentos e realiza exposições interativas

Equipamentos de identificação por radiofrequência (RFID), estante com livros doados pelo ‘Coletivo Retomadas Epistemológicas’ sobre ‘escrevivência’, e um ‘espaço nostalgia’, com objetos antigos da Faculdade, são algumas das novidades

Portal com a tecnologia RFID traz mais segurança para o acervo. Foto: Carla Pedrosa/Biblioteca Universitária

Logo na entrada da Biblioteca da Fafich, os visitantes passam por um portal de segurança com a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), que emite som e luz quando alguém tenta sair do local sem passar antes pelo setor de empréstimo. Esses e outros equipamentos adquiridos pela diretoria da Fafich foram recentemente instalados e as obras do acervo também estão recebendo etiquetas com a nova tecnologia, que otimizarão o tempo de realização do inventário anual.

“Essa aquisição representa um avanço na segurança patrimonial e também mais agilidade no inventário, que poderá ser realizado em um dia, ao invés de em um mês inteiro. Também facilita a localização de livros disponíveis no acervo, mas que, por algum motivo, não estão na ordem correta na estante. É uma tecnologia que traz benefícios tanto para os bibliotecários, quanto para os frequentadores do nosso espaço”, afirma Vilma Carvalho, coordenadora da Biblioteca da Fafich.

Espaços interativos

‘Espaço nostalgia’ convida os frequentadores a apreciarem objetos antigos e interagirem com as mensagens deixadas nas gavetas do móvel antigo. Foto: Carla Pedrosa / Biblioteca Universitária

Tradição e modernidade estão lado a lado na Biblioteca da Fafich. Ao passar pelo portal de segurança da entrada e virar à esquerda, os frequentadores poderão apreciar, no ‘Espaço Nostalgia’, objetos antigos como uma máquina de escrever e um toca-fitas que estavam guardados em um depósito da unidade. E nas gavetas do móvel antigo onde estão expostos, mensagens deixadas pelo bibliotecário Guilherme Leroy convidam os usuários a opinarem sobre diversos assuntos ligados aos serviços prestados pela biblioteca.

“As pessoas que participam da dinâmica ganham brindes, como marcadores de livros, e nós coletamos as informações recebidas na intenção de trazer melhorias para o atendimento aos usuários”, explica Guilherme.

Há ainda, próximo ao balcão de empréstimo, um ‘cantinho’ lúdico com diversos jogos para uso local. E no segundo andar, o ‘Espaço entre pausas e palavras’ disponibiliza palavras cruzadas como uma forma de respiro em meio aos estudos.

“Em breve, faremos também uma exposição de cordéis. A ideia é sempre propor novas atividades interativas para despertar a curiosidade e manter um contato mais próximo com os usuários da biblioteca”, conta Guilherme.

Obras sobre ‘escrevivência’ em destaque

Pintura próxima à entrada da Biblioteca da Fafich homenageia a escritora Conceição Evaristo, Doutora Honoris Causa pela UFMG. Obras doadas pelo ‘Coletivo Retomadas Epistemológicas’ sobre escrevivência, metodologia criada pela escritora, estão expostas em estante com destaques do acervo.

Ao lado do Auditório Bicalho e da Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), uma pintura homenageia Conceição Evaristo, escritora mineira de referência na literatura brasileira e primeira mulher negra a receber o título Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais. No final de 2024, o ‘Coletivo Retomadas Epistemológicas’ – grupo acadêmico e de estudos que promove formação, leituras e debates centrados na obra da escritora mineira e na literatura afro-brasileira – doou oito títulos para a Biblioteca.

Os livros doados pelo coletivo compõem agora um acervo sobre escrevivência, uma metologia de pesquisa e escrita criada por Conceição Evaristo que entrelaça vivências, memórias, ancestralidade e coletividade, especialmente de mulheres negras, para produzir conhecimento com viés antirracista, valorizando a oralidade e as vozes silenciadas. A escrita proposta por essa metodologia  reflete as experiências de opressão e resistência. A dor e o saber dos corpos são traduzidos em textos com o intuito de gerar transformação social e política. Algumas dessas obras estão expostas em estante com destaques do acervo.

Fonte: Biblioteca Universitária da UFMG