Estudos e relatos de experiência destacam iniciativas de inovação, preservação de acervos e acesso à informação científica nas bibliotecas da UFMG

Servidores do Sistema de Bibliotecas da UFMG participaram da ’16ª Jornada de Apresentação de Trabalhos dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (TAE)’, durante a Semana do Conhecimento 2026. As apresentações abordaram temas como acesso ao conhecimento científico, gestão de acervos, inteligência artificial e formação de bibliotecários.
“A participação na Semana do Conhecimento amplia a visibilidade das pesquisas e experiências dos servidores e contribui para o compartilhamento de conhecimentos e o aprimoramento dos serviços das bibliotecas da Universidade”, afirma Izabel Araújo, diretora da Biblioteca Universitária (BU).
Durante a 16ª Jornada, o vice-diretor da BU, Wellington Marçal, apresentou a pesquisa ‘Jornada de Apresentação de Conhecimento Produzido pelos TAE da UFMG: uma trajetória de afirmação institucional’. O estudo foi escrito em coautoria com Anália das Graças Gandini Pontelo e Cristina del Papa, coordenadora geral do SINDIFES-MG e da FASUBRA Sindical. O trabalho resgata o início da Jornada, em 2011, e a luta do Sindicato pela inserção dos TAE na Semana do Conhecimento. Wellington e Cristina estavam na direção do SINDIFES-MG naquele ano e conduziram a negociação que deu origem ao espaço.
Inteligência artificial e formação profissional
Gracirlei Lima, da Biblioteca da Escola de Engenharia, apresentou ‘Grupo de estudos sobre inteligência artificial no sistema de bibliotecas da UFMG: diagnóstico inicial e perspectivas de atuação’. O trabalho aborda ações para diagnosticar o uso da IA, identificar oportunidades de inovação e promover capacitações para sua utilização ética e responsável nas bibliotecas da UFMG.
A apresentação foi elaborada em coautoria com Izabel Araújo, diretora da Biblioteca Universitária (BU), Wellington Marçal, vice-diretor, Gracielle Mendonça, Jacqueline Pawlowski e João Paulo Veras, também da BU; Alessandra Pereira e Priscila da Mata, da Faculdade de Letras; Daniele de Souza e Fabiana de Oliveira, da Faculdade de Medicina; Danielle Oliveira, da FAE; Hugo Oliveira, do Instituto de Ciências Biológicas; Janaina Pereira e Letícia Vieira, da Escola de Engenharia; Isabela Brandão, da Face; e Suely Margareth da Rocha, da Faculdade de Direito.
Ainda dentro da tema do uso de inteligência artificial, Hugo Oliveira, da Biblioteca do ICB, e Daniele de Souza, da Biblioteca do Campus Saúde, deram destaque para ‘A utilização do DeCS Finder IA como apoio à seleção de descritores na indexação: um relato de boa prática’, sobre o uso dessa ferramenta como apoio à seleção de descritores para artigos do RI-UFMG. “Concluímos, por meio desse estudo, que a inteligência artificial agiliza a busca, mas a análise humana é necessária para garantir a qualidade da indexação”, afirma Hugo.
Projetos e relatos de experiência
Alexandre Freire e Isabela Brandão, do Portal de Periódicos da UFMG, apresentaram ‘Ciência em Circulação – projeto de exposição para divulgação dos periódicos científicos do Portal de Periódicos da UFMG’, que propõe a realização de uma exposição física, interativa, digital e itinerante sobre os periódicos científicos da UFMG, promovendo a democratização do acesso à ciência. A iniciativa busca valorizar a produção científica, divulgar o trabalho editorial e aproximar a comunidade acadêmica do conhecimento. O projeto foi escrito por Alexandre e Isabela, em coautoria com Jéssica Patrícia de Sá e João Paulo Veras.
Carla Vieira, também integrante da equipe, apresentou o trabalho ‘Portal de Periódicos da UFMG na formação de futuros bibliotecários: relato de uma experiência com a Disciplina Fontes de Informação’, sobre a contribuição do Portal para a formação de estudantes de Biblioteconomia, em parceria com a disciplina ‘Fontes de Informação em Meio Digital’. A bibliotecária explicou que, durante os encontros, são abordados temas como a qualidade das publicações científicas, os serviços do Portal e a atuação do bibliotecário na comunicação científica. Carla também destacou como a experiência aproxima teoria e prática e fortalece a integração entre o trabalho técnico e o ensino universitário.
Ainda na categoria relatos de experiência, na apresentação ‘Biblioteca viva: estratégias de acolhimento, participação e reconstrução de vínculos com a comunidade da FAE/UFMG’, Danielle Oliveira, da Biblioteca da Faculdade de Educação (FAE), mostrou como atividades lúdicas, educativas, culturais e de acolhimento contribuíram para reconstruir o vínculo entre a biblioteca e seus usuários após a transferência física do acervo.
E em ‘Transferência de acervo bibliográfico em contexto de vulnerabilidade estrutural: relato de experiência da biblioteca da FAE/UFMG’, escrito e apresentado em co-autoria com Regiane Lúcia Domingos, analisou criticamente o processo de transferência do acervo bibliográfico da FAE para a Biblioteca Central sob a ótica da preservação, da gestão de bibliotecas e da gestão de riscos.
“Relatamos e analisamos criticamente, na nossa apresentação, os procedimentos, riscos, soluções e aprendizados, assim como o contexto institucional, a preparação, a execução logística e os efeitos sobre o acervo bibliográfico, a equipe da Biblioteca e os serviços prestados à comunidade”, pontua Regiane.
Organização, recuperação e circulação da informação
Isabella Alves, da Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas, em coautoria com Alexandre Rocha e Benildes Maculan, apresentou o trabalho ‘Visibilidade e apropriação: condições de acesso ao conhecimento científico sobre feminicídio’, que discute os desafios que envolvem tornar a produção científica sobre esse tema acessível, visível e socialmente relevante. A pesquisa destaca o papel da organização, recuperação, circulação e mediação da informação para aproximar a sociedade do conhecimento produzido, possibilitando que ele seja encontrado, compreendido e utilizado no enfrentamento da violência contra as mulheres.
‘A busca por informação no Portal Capes pelos alunos do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu da Faculdade de Letras da UFMG: um estudo de caso e desdobramentos’ é o título do trabalho apresentado por Alessandra Pereira, da Faculdade de Letras. “O estudo fundamentou-se no seu valor como diagnóstico de base e referencial histórico para a biblioteca da FALE. Ao mapear, de forma pioneira, a relação dos estudantes com o acervo digital e os serviços do setor, a pesquisa estabeleceu diretrizes cujos reflexos e aplicabilidade se estendem até a atualidade, servindo como um instrumento de análise comparativa e planejamento estratégico para a gestão documental contemporânea”, afirma Alessandra.
Danielle Oliveira, da Biblioteca da Faculdade de Educação (FAE), por sua vez, durante a apresentação ‘MetaOpenGov: modelo de metadados para dados governamentais abertos’, falou sobre um modelo de representação da informação, de sua autoria, para o Portal Brasileiro de Dados Abertos, o MetaOpenGov, fundamentado em padrões internacionais e alinhado ao Data Catalog Vocabulary (DCAT) versão 3.
Fonte: Biblioteca Universitária da UFMG










